Get your own
 diary at DiaryLand.com! contact me older entries newest entry

3:34 p.m. - 2004-12-14
Viagem à Itália

Algumas Obsessões
Fabricio


Viagem à Itália

Um dos maiores escândalos da história do cinema foi a união entre a atriz sueca Ingrid Bergman e o diretor Roberto Rosselini, já que ela era casada e se separou de seu então marido para viver um tórrido caso de amor - então bastante criticado, devido à mentalidade do início dos anos 50 – com o grande realizador italiano.
 
Além da belíssima filha Isabella Rosselini, esta rumorosa união rendeu ótimos frutos cinematográficos: Rosselini dirigiu seis filmes onde sua amada Ingrid atuou como personagem principal - um dos quais, Viagem à Itália, é o analisado aqui.
 
O filme conta a história de um casal de ingleses - Alex (George Sanders) e Katherine Joyce (Ingrid Bergman) que faz uma visita à região de Nápoles, na Itália, para vender uma casa que ele havia recebido de herança de um tio. E é na distância da rotina inglesa que as diferenças do casal começam a aparecer: Katherine é romântica e sonhadora, o que irrita o frio e racional Alex.
 
Os dois começam a se desentender e passam cada vez mais tempo distantes um do outro: enquanto ele vai à ilha de Capri procurar a companhia de amigos e de mulheres ela faz, sozinha, viagens turísticas na região de Nápoles. A situação entre os dois fica cada vez mais insustentável, e eles acabam decidindo se separar - mas a reconciliação é emocionante.
 
O que é notável neste filme de Rosselini é a sua desdramatização: contada por um Bergman, um história dessas seria tão tensa que deixaria o espectador sem fôlego. Mas a praia de Rosselini é outra. O filme, apesar de curto, mas tem longas cenas com Ingrid Bergman visitando museus ou uma região vulcânica: em certos momentos a impressão que temos é que estamos assistindo a um documentário. Mesmo as cenas de discussão são estranhamente calmas. Viagem à Itália é um filme que flui sem obstáculos, tranqüilo - e sempre interessante, é preciso que se frise. Rosselini filmava sem roteiros prontos, deixando tudo na base do improviso - seria por isso que a história parece contada de maneira tão natural?
 
De todo o modo, o que fica para o espectador é que, apesar de Viagem à Itália não impressionar fortemente desde o início - como seria o caso se o diretor fosse (desculpem repetir o exemplo) Ingmar Bergman -, quando o final do filme chega já estamos absolutamente maravilhados.
 

 

previous - next

about me - read my profile! read other Diar
yLand diaries! recommend my diary to a friend! Get
 your own fun + free diary at DiaryLand.com!